31-01-2012 Chacina de Unaí CNJ poderá pedir informações ao Supremo

31-1-2012 – AAFIT/MG
Em reunião realizada hoje pela manhã na sede da Associação para tratar do caso Unaí, o presidente Luiz Carlos Ferreira de Melo recebeu o deputado federal Padre João (PT/MG), o deputado estadual Rogério Correia (PT/MG), o juiz auxiliar da Presidência do Conselho Nacional de Justiça - CNJ José Eduardo de Resende Chaves Júnior, o presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária – Incra Carlos Calazans e os representantes do Movimento Sem-Terra Alexandre, José Cândido e Maria Eni. Também participaram do encontro os Auditores-Fiscais do Trabalho Fahid Tahan Sab e José Augusto de Paula Freitas, ambos ex-presidentes da AAFIT/MG.
O objetivo da reunião foi levar ao conhecimento do juiz José Eduardo as dificuldades relativas a dois casos emblemáticos ocorridos em Minas Gerais no ano de 2004 – a Chacina de Unaí e a Chacina de Felixburgo. Na Chacina de Unaí foram assassinados os Auditores-Fiscais do Trabalho Eratóstenes de Almeida Gonsalves, João Batista Soares Lage e Nelson José da Silva e o motorista Ailton Pereira de Oliveira. No crime de Felixburgo cinco pessoas foram assassinadas e outras 17 ficaram feridas.

Calazans, com intervenções e contribuições de Luiz Carlos e Fahid, expôs ao juiz José Eduardo, brevemente, a trajetória do processo da Chacina de Unaí, crime pelo qual foram indiciados nove acusados. Em 2011 o Superior Tribunal de Justiça – STJ determinou o desmembramento do processo de cinco envolvidos. A 9ª Vara da Justiça Federal em Minas Gerais, responsável por organizar o julgamento, recebeu cópias do primeiro processo, mas solicitou os autos originais que se encontram no Supremo Tribunal Federal – STF, onde ainda tramita um recurso. Somente depois da decisão os autos originais serão liberados e o julgamento poderá ser marcado.
A intenção da Associação é que o CNJ provoque o Judiciário a analisar rapidamente o recurso e liberar o processo, para que, enfim, os julgamentos comecem a acontecer.
José Eduardo explicou que o Conselho tem atuação delimitada por lei, mas pode pedir informações sobre o processo, desde que seja provocado a fazer isso. Esse papel, por sua vez, cabe à Associação ou a qualquer outra instituição interessada no caso. O mesmo ocorre em relação à Chacina de Felixburgo.
Luiz Carlos vai discutir o assunto com a presidente do Sinait, Rosângela Rassy, para acertar como o pedido será encaminhado ao CNJ, de preferência, em conjunto pelas duas entidades.