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PUBLICAÇÕES: NOTÍCIAS DE HOJE - 19.12.2008
Governo vai pagar exercícios anteriores no contracheque de dezembro
Orçamento da união foi aprovado e preservou o reajuste do funcionalismo
CUT/MG faz homenagem a Lúcio Guterres
Recursos do Brasil ajudam combate ao trabalho forçado no continente
Papéis do Estado e do mercado são complementares
Ministério refina forma de monitorar emprego
BH é a capital com menor índice de pobreza do país
Opinião / Consumo Consciente - Natal consciente
OPINIÃO - Mensagem de Natal
19-12-2008 AAFIT/MG
Governo vai pagar exercícios anteriores no contracheque de dezembro
O SINAIT informa que o governo vai pagar mais uma parcela referente a exercícios anteriores no contracheque de dezembro. Os valores são referentes a variadas ações judiciais, mas a maioria é relativa á primeira ação da GDAT (Mandado de Segurança de 1999), que poderá beneficiar mais de 1.700 Auditores Fiscais do Trabalho em todo o Brasil. Em Minas, há mais de 160 AFTs incluídos na ação.
Segundo o Sindicato Nacional, o governo tem intenção de quitar todos os débitos de ações judiciais remanescentes, zerando a dívida com os servidores. A AAFIT/MG vai enviar uma listagem ao SINAIT para conferência com a lista que será fornecida pela Coordenadoria-Geral de Recursos Humanos do Ministério do Trabalho e Emprego.
18-12-2008 AAFIT/MG
Orçamento da união foi aprovado e preservou o reajuste do funcionalismo
Apesar dos rumores e boatos sobre os cortes no Orçamento da União que atingiriam em cheio o setor público, os deputados federais e senadores aprovaram ontem a peça para 2009 preservando o que já foi acordado entre o governo e os Auditores Fiscais do Trabalho e outras carreiras. De fato aconteceram cortes, que afetarão, principalmente, a realização de parte dos concursos públicos previstos para o ano que vem e as campanhas salariais das categorias que não tiveram reajuste em 2008.
A Medida Provisória nº 440 que trata do reajuste e da implantação do subsídio como forma de remuneração já está em vigor e se transformará em lei assim que o presidente Lula sancionar o texto, o que deve acontecer nos próximos dias.
Veja matéria do Jornal de Brasília:
19-12-2008 Jornal de Brasília
ORÇAMENTO - Reajustes são prioridade
Governo garante aos aumentos mesma importância do PAC
O Congresso Nacional aprovou ontem o Orçamento para 2009 com previsão de gastos de R$ 1,6 trilhão. O texto aprovado prevê cortes de cerca de R$ 10 bilhões, sendo que R$ 8,5 bilhões somente em custeios, ou seja, na manutenção da máquina pública. Mas foram mantidas as provisões dos reajustes para mais de 1,4 milhão de servidores públicos federais, o aumento do subsídio para os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e para o procurador-geral da República, sem falar no plano de carreira do Poder Judiciário e do Ministério Público da União. Um integrante da área de recursos humanos do Ministério do Planejamento garantiu ao Jornal de Brasília que os aumentos têm o mesmo status das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), ou seja, "é imexível".
Segundo esta mesma fonte, só não estão garantidas as 22 emendas aprovadas por deputados e senadores às medidas provisórias 440 e 441. Para elas não há previsão de recursos. As duas medidas aguardam sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e, juntamente com a MP 431, já sancionada, garantem reajustes para mais de cem categorias do funcionalismo público federal. Os índices de aumento chegam a 140%, parcelados até 2011.
Da mesma forma não foram estabelecidas as receitas para bancar o reajuste anual dos servidores. Isso quer dizer que as categorias que ficam fora das MPs e de projetos de lei podem ficar com os contracheques congelados em 2009. O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, declarou que, mesmo depois de acertados, os ajustes sugeridos no Orçamento de 2009, que foram votados ontem, podem receber novas restrições ainda no próximo ano. Mas essa possibilidade não afeta servidores.
Ameaça
"Logicamente, se a crise tomar proporções que desestabilizem a economia nacional, não apenas o reajuste dos servidores como toda a conjuntura brasileira estarão ameaçados. Mas se isso ocorrer será uma medida extrema, num universo de tantas outras, prejudicando não apenas os servidores como todos os brasileiros", destacou um técnico do Ministério do Planejamento, ao falar da possibilidade de os reajustes serem cancelados.
Ele lembra que o artigo 322 da MP 441 define que a criação de vantagens, alterações de vencimentos, subsídios, remunerações e das reestruturações de carreiras ou cargos por meio de leis ou medidas provisórias nos exercícios de 2009, 2010 e 2011 estão condicionadas à existência de disponibilidade orçamentária e financeira para a realização da despesa. Ou seja, não basta estar no papel, é preciso ter dinheiro e comprovar que os reajustes não vão oferecer algum tipo de risco para a economia do País.
Para o diretor da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público (Condsef), Sérgio Ronaldo da Silva, a declaração é um alívio. “Depois de colocar o reajuste em dúvida, é importante essa segurança, essa garantia”, disse. Ele explica que os servidores ficaram quase oito anos sem receber aumentos e lembrou que as perdas de alguns grupos chegaram a 180%.
19-12-2008 AAFIT/MG
CUT/MG faz homenagem a Lúcio Guterres
A Central Única de Minas Gerais CUT/MG inaugurou no início da tarde desta sexta-feira um auditório na sede da entidade, no Centro de Belo Horizonte. O Auditório Presidente Lúcio Guterres leva o nome do ex-presidente da entidade, falecido no ano passado, e que foi lembrado por sindicalistas como um guerreiro, que lutou pela melhoria e preservação dos direitos dos trabalhadores, contra a discriminação de qualquer tipo e, ao final, pela solidariedade das pessoas na campanha por doação de medula.

Lúcio Guterres era eletricitário e nos últimos anos lutou contra a leucemia, ausentando-se da militância sindical em poucos momentos, quando era impossível cumprir a atribulada agenda de compromissos que tinha. Sua filha Michele esteve presente à inauguração e deu o testemunho da vida dedicada do pai à militância sindical e pelos Direitos Humanos.
O presidente da CUT/MG, Marco Antônio, lembrou a abnegação e a credibilidade de Guterres, que comprou a sede que hoje abriga a entidade sem assinar nenhum papel, honrando todos os compromissos financeiros, apenas baseado em sua palavra e honestidade. O sindicalista também será homenageado com a colocação de seu nome num conjunto residencial na região do Barreiro e num prédio da região central de Belo Horizonte, que está sendo reformado.
O presidente da AAFIT/MG, José Augusto de Paula Freitas, compareceu à solenidade, assim como dezenas de representantes de entidades sindicais mineiras.
18-12-2008 Repórter Brasil
Recursos do Brasil ajudam combate ao trabalho forçado no continente
Governo brasileiro destina US$ 300 mil à conta suplementar da Organização Internacional do Trabalho (OIT) para a promoção do trabalho decente na América Latina e Caribe, reforçando parcerias entre países do Hemisfério Sul
Por Repórter Brasil*
O Brasil contribuirá com US$ 300 mil para ajudar a Organização Internacional do Trabalho (OIT) na tarefa de promover os direitos fundamentais do trabalho nos países da América Latina e no Caribe. Será a primeira vez que um país do Hemisfério Sul destina recursos à Conta Suplementar do Orçamento Regular - Regular Budget Supplementary Account (RBSA), em Inglês - da OIT, órgão que faz parte do sistema da Organização das Nações Unidas (ONU).
A contribuição voluntária foi bem recebida pelo diretor-geral da OIT, Juan Somavia. "A decisão do Brasil abre caminho para uma forte cooperação Sul-Sul que apóie o trabalho decente e facilite o intercâmbio de experiências entre países que enfrentam situações semelhantes", afirmou.
"Esta contribuição será dirigida especialmente a apoiar a aplicação dos princípios e direitos fundamentais do trabalho e da Agenda Hemisférica de Trabalho Decente para as Américas de 2006, especialmente no que se refere à luta contra o trabalho forçado na região", declarou o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim. A experiência brasileira no combate ao trabalho escravo deve inclusive ser compartilhada com outras nações da região.
De acordo com o chanceler brasileiro, "o Brasil está satisfeito de contribuir aos fundos RBSA, como parte de um esforço global de apoio à Agenda de Trabalho Decente, reafirmado na Declaração sobre Justiça Social e uma Globalização Eqüitativa aprovada em 2008, no marco da cooperação Sul-Sul e da necessidade de fortalecer a solidariedade entre as nações".
Agenda
O governo brasileiro assumiu diversos compromissos com a OIT para a promoção do trabalho decente, tanto em nível interno quanto internacional. A Agenda do Trabalho Decente da OIT está estruturada em quatro eixos: a criação de emprego de qualidade para homens e mulheres; a extensão da proteção social; a promoção e fortalecimento do diálogo social; e o respeito aos princípios e direitos (como a liberdade de associação e de organização sindical, o reconhecimento da negociação coletiva, a erradicação de todas as formas de trabalho forçado ou obrigatório, a eliminação do trabalho infantil e a abolição da discriminação em matéria de emprego e ocupação).
Em 2003, o Brasil e a OIT assinaram um memorando de entendimento sobre o tema e, em 2006, foi lançada a primeira Agenda Nacional do Trabalho Decente. A geração de mais e melhores empregos; a erradicação do trabalho escravo e do infantil; o fortalecimento dos atores tripartites (empresariado, trabalhadores e poder público) e o diálogo social foram escolhidas como prioridades, no bojo do Programa Nacional de Trabalho Decente (PNTD).
Também em 2006, a OIT lançou a Agenda Hemisférica de trabalho decente para as Américas, com metas para os países da região até 2015. O Brasil firmou ainda outro memorando de com a OIT em 2007 para o estabelecimento de uma iniciativa de cooperação Sul-Sul para combater o trabalho infantil.
*Com informações da OIT
19-12-2008 Valor Econômico
Papéis do Estado e do mercado são complementares
João Carlos de Oliveira
A crise global tende a fortalecer a percepção da complementaridade entre Estado e mercado, acredita o secretário de Gestão do Ministério de Planejamento, Marcelo Viana de Moraes. "É preciso Estado para suprir as falhas de mercado; e mercado para suprir falhas de governo. Os limites de um e de outro vão variar conforme a conjuntura, superadas as visões extremas de planificação econômica estatal e de fundamentalismo de mercado", define. Nesta entrevista ao Valor, Moraes defende o que chamou de novo modelo de governança pública e o aperfeiçoamento de programas que organizam a ação governamental, acentuando o foco na satisfação do cidadão. O secretário não considera o Estado brasileiro inchado e salienta que há menos servidores públicos no Brasil por mil habitantes do que nos Estados Unidos. A seguir os principais trechos da entrevista:
Valor: Quais são as principais tarefas do Estado brasileiro?
Marcelo Viana de Moraes: Garantir um ambiente regulatório e de gestão de política econômica que estimule os investimentos privados, suprindo possíveis falhas de mercado e assegurando a provisão de bens públicos, direta ou indiretamente, em especial no que concerne à infra-estrutura produtiva e social necessária para a integração nacional e regional. Além disso, cabe ao Estado implementar políticas de distribuição progressiva de renda que revertam o quadro de profundas desigualdades sociais, instituindo redes de proteção e fomentando a inclusão sócio-econômica. Essa agenda pró-ativa implica construir, em ambiente democrático, um novo modelo de governança pública, baseado na concertação política, na participação da sociedade civil e na introdução de novas ferramentas de gestão, com a adoção de estruturas de incentivo à eficiência, à eficácia e à efetividade.
Valor: O senhor considera o Estado brasileiro inchado?
Moraes: A comparação internacional não corrobora a tese de que a quantidade de servidores federais no Brasil é exagerada. Um estudo do Ipea, feito com base em dados da OCDE, aponta que, no ano 2000, o Brasil tinha 5,52 servidores por mil habitantes. Na mesma época, a Alemanha tinha 6,1 servidores; o México, 8,46; os Estados Unidos, 9,82; a Coréia do Sul, 11,75; Finlândia, 24,24; e, finalmente, Irlanda, 54,86. Em 2006, a relação de servidor público por habitante no Brasil caiu para 5,32 por mil. Desde o início do atual governo, o número de servidores cresceu a taxas compatíveis com as do crescimento populacional, chegando a 529.082 servidores civis do Executivo em julho deste ano.
Valor: O que é um Estado eficiente? Como chegar lá?
Moraes: O Estado eficiente é o que gasta o mínimo possível sem prejuízo de ser eficaz na sua ação e efetivo na consecução dos objetivos sociais democraticamente estabelecidos. Ou seja, é o que gasta com qualidade. Podemos aperfeiçoar os programas que organizam a ação governamental, acentuar o foco nas ações finalísticas e, claro, na satisfação do cidadão, além de eliminar superposições de ações e estabelecer melhores mecanismos de coordenação entre elas, reduzindo custos sem prejuízo da quantidade e da qualidade dos serviços prestados. Também precisamos trabalhar para cumprir tudo o que está disposto na Carta de Brasília da Gestão Pública.
Valor: Em quais áreas o Estado é mais eficiente?
Moraes: Dada a dificuldade de elaborar um "ranking" de eficiência, o que se pode fazer é listar algumas áreas de eficiência reconhecida. O Bolsa Família é considerado um dos principais programas de combate à pobreza do mundo e já teve sua eficiência atestada. Pesquisas mostram que, nos lares atendidos, além de aumento do acesso à alimentação e vestuário infantil, as crianças freqüentam mais o sistema de ensino e abandonam menos a escola. As famílias também trabalham mais. O Programa Nacional de DST e aids é também um caso de sucesso e referência internacional. Outro exemplo é o do Hemorio estadual, que faz parte de uma rede de hemocentros em todo o país que vem se aperfeiçoando em termos de gestão há mais de uma década e acabou de ganhar o Prêmio Nacional de Gestão Pública. A Embrapa constitui mais um caso de efetiva atuação sistêmica. A conjugação de profissionalismo e flexibilidades gerenciais tornou o Inmetro referência internacional em sua área. O IBGE inovou com a coleta de dados por computadores de mão em censos de grandes proporções, conferindo mais confiabilidade, agilidade e rapidez aos trabalhos. A Escola Nacional de Administração Pública (Enap) se transformou em referência internacional em função de seu trabalho na formação e no aperfeiçoamento de carreiras estratégicas do governo federal.
Valor: E em quais áreas ele é menos eficiente?
Moraes: Apesar de já contarmos com inegáveis avanços, todo o atendimento ao cidadão tem espaço para melhorar, especialmente no que se refere à ampliação e universalização dos modelos de centrais de atendimento, como o SAC baiano e o PoupaTempo paulista.
Valor: Quais são as diferenças e as semelhanças entre ter foco no consumidor ou no cidadão?
Moraes: Aqui vale destacar o Modelo de Excelência em Gestão Pública (MEGP), formulado com base nos conceitos da qualidade, que o Ministério do Planejamento coloca à disposição das organizações públicas para a elaboração de seus planos de melhoria. Um dos mecanismos comuns na relação empresa-cliente que vem sendo usado no setor público, com bons resultados, é a realização de pesquisas de satisfação do usuário. Porém, a tarefa do Estado acaba sendo mais complexa que a das empresas, porque a condição de cidadão transcende a de cliente. Não basta oferecer serviços de qualidade. É preciso atentar para as mais variadas dimensões da cidadania: o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça.
Valor: Como adequar estabilidade de emprego e maior eficiência?
Moraes: Temos que conjugar mérito com flexibilidade. O sistema de mérito está sendo estimulado pelo trabalho do governo para reduzir a quantidade de funções comissionadas de livre provimento. Esse processo foi iniciado com a edição do Decreto nº 5.497, de julho de 2005, que define percentuais mínimos a serem ocupados por servidores de carreira nos cargos em comissão do Grupo Direção e Assessoramento Superiores (DAS). Como decorrência do cumprimento do decreto, em outubro de 2008, mais de 71% dos cargos comissionados eram ocupados por servidores com vínculo. Mesmo nos cargos mais elevados, o percentual aproxima-se de 60%. Nesse mesmo esforço, este ano, o governo enviou ao Congresso um projeto que cria as Funções Comissionadas do Poder Executivo (FCPE). O Projeto de Lei n° 3.429/08, que está na Câmara dos Deputados, prevê a destinação privativa de parte das funções comissionadas a servidores públicos ocupantes de cargo efetivo. No que diz respeito às flexibilidades, temos que oferecer maiores autonomias gerenciais, financeiras e orçamentárias, associadas à contratualização de resultados. O governo está preparando uma proposta nesse sentido. Outra iniciativa nessa linha é a do Projeto de Lei Complementar n° 92/07, que cria a fundação estatal. Dotada de autonomia gerencial, orçamentária e financeira, a ela é regida por regras do direito privado, à semelhança do formato da empresa estatal, sem se referenciar no modelo competitivo da busca pelo lucro.
Valor: O senhor é favorável à redução dos níveis hierárquicos e à adoção de critérios de maior transparência para cargos e salários?
Moraes: Sou. A menor quantidade de níveis hierárquicos torna os processos mais ágeis, mais rápidos. Quanto à transparência para cargos e salários, essa é uma determinação constitucional. Já é possível encontrar na internet as tabelas de remuneração no Poder Executivo Federal (em www.servidor.gov.br). Precisamos avançar na transparência dos critérios para preenchimento dos cargos comissionados. A criação da FCPE é um passo nessa direção.
18-12-2008 Ministério do Trabalho e Emprego
Ministério refina forma de monitorar emprego
Novo sistema vai permitir acompanhamento e análise de dados do Caged. Assim, MTE poderá solicitar ao Codefat eventuais mudanças no seguro-desemprego
Brasília, 18/12/2008 - Para monitorar ainda melhor os impactos da crise mundial no mercado de trabalho brasileiro, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) está lançando mão de um novo sistema de monitoramente de Emprego Formal Celetista, baseado nos dados mensais do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). A partir do acompanhamento e análise destes dados, o MTE poderá solicitar ao Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) que o seguro-desemprego seja ampliado para até sete parcelas.
O aumento para até sete parcelas do seguro-desemprego está previsto em Lei, e já está sendo aplicado aos trabalhadores das regiões atingidas pelas enchentes de Santa Catarina. O Codefat ratificou nesta quarta-feira (17) a liberação de R$ 12,5 milhões aos 12 municípios do Vale do Itajaí em Estado de Calamidade, onde há 10.844 trabalhadores. A medida vale para os trabalhadores dos municípios catarinenses atingidos pelas chuvas, demitidos a partir de 15 de novembro até 15 de fevereiro.
Atualmente, o FAT tem até R$ 1,1 bilhão em caixa para ampliação do seguro-desemprego, calculado em 10% previstos em Lei sobre a Reserva Mínima de Liquidez do FAT. Para estender o benefício além de sete parcelas seria necessária alteração de Lei pelo Congresso Nacional.
Segundo o secretário de Políticas Públicas de Emprego e vice-presidente do Codefat, Ezequiel Nascimento, o MTE está monitorando o mercado de maneira atenta e as solicitações de extensão da parcela do seguro-desemprego serão atendidas em caso de necessidade
"O FAT não deixará de amparar o trabalhador em nenhuma circunstância. As medidas serão tomadas quando for preciso, nos setores do mercado e nas regiões que vierem a ser atingidos. Mas tudo isso depende do alcance da crise; é possível que tais medidas não sejam necessárias", completou Luiz Fernando Emediato, presidente do Codefat.
Segundo a Coordenação Geral de Estatísticas do Trabalho do MTE, o novo modo de avaliação tem como referência os dados do mês, do ano e dos últimos 12 meses, a partir de 2003. Com este mecanismo, pretende-se detectar os subsetores que vêm apresentando desempenhos mais desfavoráveis, para subsidiar as tomadas de decisões do governo no que diz respeito às políticas de emprego.
19-12-2008 O Tempo
BH é a capital com menor índice de pobreza do país
Da redação
O município de Belo Horizonte é a capital com o menor índice de pessoas pobres em todo o país. Apenas 5,4% da população da cidade está abaixo da linha da pobreza, contra um índice de 84% no município de Campos Lindos (Tocantins), o líder do ranking divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A cidade paulista de Santos tem o menor índice de pessoas pobres do país, colocando Belo Horizonte em segundo lugar geral nacional. Apenas 4,6% da população santista está abaixo da linha da pobreza.
O ranking faz parte do Mapa da Pobreza e Desigualdade 2003, divulgado pelo instituto. O mapa traz uma série de indicadores com base em dados colhidos nas Pesquisas de Orçamentos Familiares 2002/ 2003 e no Censo de 2000.
Dos 25 municípios com a maior incidência de pobres no Brasil, apenas dois não estão no Norte e no Nordeste: Japeri, no Rio de Janeiro (76,4% da população), e Simolândia, em Goiás (81,5%). Já entre os 25 municípios com a menor incidência de pobreza, todos são de Estados das regiões Sul e Sudeste.
Segundo a pesquisa, um em cada três municípios brasileiros (32,6%) tinha mais da metade de sua população vivendo na pobreza absoluta em 2003. Na Região Nordeste, o índice era de 77%, mais do que o dobro da média nacional.
Em contrapartida, a região Sul apresentou a menor proporção de municípios com mais da metade da população pobre: apenas 11, 0,6% do total do Brasil.
Mapa da pobreza
5,4% da população de BH estava abaixo da linha da pobreza em 2003
23 municípios entre os 25 com mais pobres estão no Norte e no Nordeste
32,6% das cidades brasileiras tinham mais da metade da sua população na pobreza
Brasil permanece em 70º lugar no Índice de Desenvolvimento Humano
BRASÍLIA. O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Brasil voltou a crescer em 2006, mas num ritmo que permitiu ao país apenas manter a 70ª posição entre 179 países e territórios no ranking do IDH divulgado ontem pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).
De 2005 para 2006, o aumento foi de 0,802 para 0,807, na escala até 1, o que deixa o país pelo segundo ano seguido no grupo de nações de alto desenvolvimento humano (acima de 0,800). O Brasil melhorou nos três indicadores que compõem o IDH: expectativa de vida, educação e renda por pessoa. O único revés ocorreu na taxa de matrículas, um subitem do indicador de educação (o outro é a alfabetização).
Até o ano passado, para efeito de comparação de PIBs entre países eram usados preços de 1993. Esse grande estudo atualizou os preços para 2005, levando a inclusão de países que não participavam dessa análise como a China. Com isso, o PIB de 70 países caiu e o de 60 subiu. Os países que mais perderam foram Tonga (-25), China e Samoa (-14).
17-12-2008 Instituto Akatu de Consumo Consciente
Opinião / Consumo Consciente - Natal consciente
As festas de fim de ano são uma oportunidade para uma celebração que valorize, mais do que os presentes, a expressão de afeto pelas pessoas a quem queremos bem
Por Helio Mattar - Helio Mattar é diretor-presidente do Instituto Akatu.
O Natal tem se distanciado cada vez mais do espírito original da festa cristã. Na verdade, nos últimos tempos as comemorações natalinas mais se parecem com as bacanais pagãs dos antigos gregos ou com a adoração do novilho de ouro. O consumismo, o materialismo e os desperdícios tornaram-se a marca de uma festa que perdeu seu caráter simbólico de renascimento e confraternização.
O Natal é apenas o reflexo de padrões de consumo que têm se revelado insustentáveis. São bastante eloquentes os espantosos números das festas de final de ano dos Estados Unidos, dando uma idéia do enorme impacto ambiental provocado pelo consumo de
Natal naquele país, lembrando que o modelo americano é hoje copiado ou aspirado em todo o mundo.
Nos meses de novembro e dezembro as despesas das famílias americanas aumentam cerca de 25%. As famílias levam os primeiros 6 meses do ano pagando dívidas contraídas na época do Natal. Sacolas de compras, alimentos desperdiçados, embalagens e papel de presente adicionam um milhão de toneladas por semana aos depósitos de lixo. A metade do papel consumido no ano é usada nos pacotes de final de ano e mais de 50 mil km de fitas são consumidos a cada ano. Em 2005, foram gastos 15 bilhões de dólares em decoração de Natal. Quarenta por cento do consumo anual de pilhas e baterias acontece no final do ano.
O momento em que o mundo atravessa uma crise financeira sem precedentes é uma boa hora para refletirmos sobre o papel que as coisas materiais passaram a representar em nossa cultura, quanto isto tem custado em esforço de trabalho para nós, e também quanto tem custado em recursos naturais que desequilibram a vida em nosso planeta. Não se trata de consumir ou não. O consumo é uma parte necessária da vida. Trata-se de consumir com consciência dos impactos produzidos pelo nosso consumo.
De um modo mais geral, tire a ênfase dos aspectos comerciais do Natal e dê lugar a uma celebração que tenha mais significado: junto das pessoas que você ama e com uma grande fartura de afeto mais do que de presentes. E influencie outras pessoas para esta nova consciência.
O Natal e o final do ano são épocas de balanço e oportunidade para refletirmos sobre o mundo que estamos deixando para as futuras gerações. Os presentes são a menor parte da expressão do que a vida significa para nós. A expressão de sentimentos e afeto por aqueles a quem queremos bem devem tomar a maior parte de nossa energia nas festas de final de ano. O Natal terá um significado especial e será lembrado por todos mais do que os presentes trocados.
19-12-2008 Estado de Minas
OPINIÃO - Mensagem de Natal
São muitas as solicitações e também as deturpações que se inserem na compreensão do sentido mais verdadeiro da festa
Dom Walmor Oliveira de Azevedo, arcebispo metropolitano de Belo Horizonte
Esta mensagem é uma reverência inspirada na delicadeza de Deus, o Pai de todos os homens e mulheres, a maior delicadeza, a delicadeza insuperável, a delicadeza de enviar Jesus, o seu Filho Amado, ao mundo. Ele vem ao encontro: “Quando se completou o tempo previsto, Deus enviou o seu Filho, nascido de mulher, nascido sujeito à Lei, e todos recebemos a dignidade de filhos” (Gl 4,4). A delicadeza de Deus, na encarnação do Verbo, Jesus Cristo, estabelece diálogo direto entre corações, divino e humanos: “Muitas vezes e de muitos modos, Deus falou outrora aos nossos pais, pelos profetas. Nestes dias, que são os últimos, falou-nos por meio do Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas e pelo qual também criou todo o universo” (Hb 1,1-2). A grandeza desta delicadeza de Deus, Jesus Cristo feito homem, Deus conosco, nos sustenta e inspira para que “corramos com perseverança na competição que nos é proposta, com os olhos fixos em Jesus, que vai à frente de nossa fé e a leva à perfeição” (Hb 12,1b-2ª).
Com os olhos fixos em Jesus! Faço votos que o tempo do Natal seja vivido assim por nós todos. Tendo os olhos fixos n’Ele, seremos sensibilizados por esta delicadeza de Deus, compreendendo o sentido de nossas vidas e vivendo a certeza de que n’Ele está a fonte de toda alegria duradoura. Não é fácil, em se considerando as circunstâncias atuais, fixar os olhos em Cristo Jesus, razão única e insubstituível das festas natalinas. Não é fácil porque são muitas as solicitações; também as deturpações que se inserem na compreensão do sentido mais verdadeiro da festa. A tendência é fixar o coração no que está do lado de fora. As confraternizações são vividas, tantas vezes, apenas como um momento de encontro e de desfrute que pouco alimenta uma fraternidade solidária. A fraternidade solidária é muito mais do que o congregar-se já tradicional para comer, beber. A fraternidade solidária nasce de uma redobrada atenção a esta presença de Deus Conosco.
A alegria desta presença faz brotar no coração um modo novo de ver as coisas e de sentir. Gera os propósitos novos e indispensáveis para qualificar melhor a vida que se tem como dom deste Deus que vem ao nosso encontro para, oferecendo a própria vida, garantir o resgate definitivo da vida de todos nós. Penso, neste momento, especialmente, nas crianças, também nos jovens. Mas particularmente nas crianças. Seus corações estão alimentados pelo folclore em torno de Papai Noel. Esta dimensão folclórica das festividades natalinas tem também seu sentido. Suas origens, tantas vezes pouco conhecidas, remetem ao sentido do bem e da solidariedade, ao compromisso com a alegria que se pode devolver ao coração das pessoas. Contudo, não pode substituir a razão primeira, única, central, insubstituível, inigualável da festa deste tempo do Natal: “Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3,16). Não há outra razão mais importante para este tempo de festa.
É necessário, pois são estes os verdadeiros votos para que seja abençoado este tempo do Natal, colocar no centro de nossas comemorações e festividades, no centro de nossos corações e de nossas vidas, como está no centro do presépio, Cristo Jesus. Cristo é a luz verdadeira. Ele é a garantia de que “o povo que andava nas trevas viu uma grande luz, para os que habitavam as sombras da morte uma luz resplandeceu” (Is 9,1). Esta luz fulgurante, presença amorosa de Deus Conosco, ilumina os cenários que dolorosamente emolduram o Natal do Senhor deste ano, de cada ano. Estes cenários fazem desfilar diante de nós todos os sofrimentos da humanidade, as dores de homens e mulheres, os escárnios lançados sobre os pobres, as perversidades que perpetuam as brigas e desavenças, a incapacidade de transformar ódios em perdão e reconciliação, os descasos, a ganância que chafurda tantas pessoas na lama da corrupção e dos interesses espúrios.
A delicadeza de Deus, Jesus Cristo, o Salvador, que vem ao nosso encontro, tem força para recuperar a sensibilidade perdida, a convicção de que é bom ser bom e o empenho por uma sociedade justa e solidária, enquanto caminhamos com Ele, indo ao encontro do Pai, que o envia, nossa vida definitiva. Faço votos de que este tempo de Natal seja um exercício meditativo e orante, muito profundo, desta verdade. Este exercício encharcará o coração e fará dele uma fonte inesgotável de delicadezas, grandes e pequenas, nos gestos e palavras, nas partilhas e pelo comprometimento com grandes projetos para o bem de todos, pela vida, a vida, em razão da qual o Senhor Jesus veio: “Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância” (Jo 10, 10). Seja esta a experiência do nosso Natal. Assim, nosso Natal será Santo, abençoado. São estes os meus votos, de coração, reacendendo em todos nós a chama da esperança.
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