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PUBLICAÇÕES: NOTÍCIAS DE HOJE - 29.01.2009

Não à impunidade


Não à impunidade

Os Auditores Fiscais do Trabalho - AFTs Eratóstenes de Almeida Gonsalves, João Batista Soares Lage, Nelson José da Silva e o motorista Ailton Pereira de Oliveira, servidores do Ministério do Trabalho e Emprego – MTE, foram lembrados hoje em Brasília, quando a Chacina de Unaí completa 5 anos. Pela manhã ouve manifestação em frente ao prédio do Supremo Tribunal Federal – STF, seguida por passeata até o Ministério da Justiça.

As viúvas dos trabalhadores assassinados, auditores fiscais de vários estados e representantes da Central Única dos Trabalhadores – CUT, participaram dos protestos, promovidos pela Associação dos Auditores Fiscais do Trabalho de Minas Gerais – AAFIT/MG e pelo Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho – SINAIT. Desde que ocorreu o crime, em janeiro de 2004, a AAFIT/MG, o SINAIT, os auditores e demais entidades ligadas à fiscalização do trabalho, lutam por Justiça. As vítimas foram assassinadas quando faziam fiscalização em Unaí/MG, que concentra uma das maiores produções de grãos do país.
No ato desta manhã os manifestantes carregavam balões pretos, faixas e cartazes pedindo o fim da impunidade. Passados cinco anos, os nove acusados de envolvimento, em vários graus, nesta trama ainda não foram a julgamento como determinou o Tribunal Regional Federal de Brasília. A defesa dos réus utiliza-se de todas as brechas legais para impetrar recursos que adiam a volta do processo a Minas Gerais para que o julgamento seja marcado e, enfim, os responsáveis sejam punidos.
José Augusto de Paula Freitas, presidente da AAFIT/MG, acredita que a estratégia da defesa é atrasar o andamento do processo para que o crime seja esquecido pela população: “este crime não pode ficar impune. As famílias, os colegas de trabalho clamam pela punição daqueles que tiraram a vida de trabalhadores que agiam em defesa do trabalho decente no nosso país”.
À tarde diretores da AAFIT e do SINAIT, além das viúvas dos AFTS foram recebidos pelo Ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes. Eles fizeram um apelo ao ministro para que o processo tenha andamento e o julgamento seja marcado. A chacina foi lembrada também no Fórum Social Mundial, que acontece até o dia 1º de fevereiro, em Belém/PA. Hoje a tarde foi realizado um Culto Ecumênico, como parte da programação do Fórum, em memória dos trabalhadores.

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