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PUBLICAÇÕES: NOTÍCIAS DE HOJE - 27.03.2009
ELEIÇÕES Prazo para impugnação encerra-se hoje
Coluna Ponto do Servidor - Servidor terá o seu prontuário
Acidente em fábrica de fogos fere dois
Trabalhadores da indústria estão em guerra com a balança
Senado - Terceirizados são demitidos por nepotismo
Crise põe bem-estar na corda bamba
27-3-2009 AAFIT/MG
ELEIÇÕES Prazo para impugnação encerra-se hoje
O prazo para pedidos de impugnação de candidaturas às eleições da Diretoria e Conselhos Fiscal e Consutlivo da AAFIT/MG encerra-se hoje às 17 horas, conforme previsto no Estatuto da entidade. Apenas uma chapa fez o registro para concorrer às eleições CHAPA REVITALIZAÇÃO, encabeçada por Maria do Socorro Brandão, atual vice-presidente da entidade.
As eleições serão realizadas no dia 7 de maio. A Comissão Eleitoral, presidida por Elizabeth Ávila, está preparando as correspondências com cédulas que serão enviadas para os eleitores do interior do Estado. Os Auditores Fiscais do Trabalho residentes na Região Metropolitana de BH votam na sede da AAFIT/MG.
27-3-2009 Jornal de Brasília
Coluna Ponto do Servidor - Servidor terá o seu prontuário
No mês que vem começa a funcionar o Siape-Saúde, sistema que consiste em um prontuário eletrônico que vai reunir toda a informação referente à saúde do servidor. A informação é do coordenador-geral de Seguridade Social e Benefício do Ministério do Planejamento, Sérgio Carneiro. Além disso, Siape-Saúde vai permitir fazer diagnósticos referentes a problemas de ambientes de trabalho ou identificar doenças funcionais que incidem sobre uma categoria específica de servidores, possibilitando, assim, a prevenção. Carneiro lembrou que a medida faz parte do processo de valorização da saúde do servidor. O Siape-Saúde faz parte do Sistema de Atenção a Saúde do Servidor (Siass) é um programa amplo de atenção à saúde do servidor, baseado em três grandes eixos: assistência, perícia, promoção e vigilância à saúde; e tem como objetivo valorizar a saúde do servidor do Executivo Federal e padronizar os procedimentos que, hoje, são realizados com critérios definidos por cada órgão da União. Além disso, o Siass vai possibilitar a revisão das aposentadorias por invalidez e a regulamentação das licenças de curta duração; entre outras medidas.
27-3-2009 O Tempo
Acidente em fábrica de fogos fere dois
JUVERCY JUNIOR
Uma explosão ocorrida na noite de ontem em uma fábrica de fogos de artifícios deixou dois funcionários de uma empresa feridos em Santo Antônio do Monte, na região Centro-Oeste de Minas Gerais. De acordo com a Polícia Militar, a explosão foi registrada em um setor onde eram guardadas as caixas de foguetes e rojões. As vítimas, de 49 e 59 anos, foram socorridas com queimaduras por todo o corpo. Após terem sido medicados em um hospital da região, foi confirmado que os funcionários não correm risco de morte.
Os homens trabalhavam na manutenção de alguns equipamentos no momento em que a pólvora pegou fogo. As causas do acidente serão apuradas. Em dezembro de 2007, O TEMPO publicou matéria relatando os perigos sofridos pelos funcionários das fábricas da cidade. São cerca de 6.000 trabalhadores do setor que sofrem pânico e depressão por causa do medo constante de acidentes. Santo Antônio do Monte é o maior polo pirotécnico do país e o segundo do mundo, atrás apenas da China. Dados antigos da Delegacia Regional do Trabalho mostram que 33 pessoas morreram entre 1999 e 2002.
27-3-2009 O Tempo
Trabalhadores da indústria estão em guerra com a balança
Excesso. Pesquisa do Sesi revela que 43% dos funcionários em Minas estão “gordinhos”; 11% já são obesos.
Má alimentação e falta de exercícios podem refletir na produtividade
Alexandre Nascimento
A receita parece simples. Para emagrecer, é só reduzir doces, gorduras e frituras, comer mais verduras e fazer exercícios físicos pelo menos meia hora por dia. Entretanto, uma pesquisa divulgada pelo Serviço Social da Indústria (Sesi) mostra que, na prática, manter o corpo em forma não é tão fácil quanto parece: 43% dos trabalhadores da indústria em Minas Gerais estão acima do peso, índice acima do resultado nacional, que foi de 42,6%. Do total dos 73 mil entrevistados no Estado, 11% já são considerados obesos. O resultado comprova a tese de que a alimentação do trabalhador está longe da ideal. Excesso de gorduras, carboidratos, refrigerantes e a falta de verduras no prato, além da pouca ou nenhuma prática de exercícios físicos, trazem os quilos a mais. "Esse resultado era esperado. A gordura animal está muito presente nas comidas tipicamente mineiras", ressaltou o gerente de saúde do Sesi-MG, Márcio Mussy Toledo. Segundo a nutricionista do Sesi-MG, Fernanda Cardoso Zanetti, é essa gordura que aumenta o colesterol, faz desenvolver os diabetes e doenças cardiovasculares.
Para tentar evitar essas e outras doenças, alguns trabalhadores industriais, como Gláucio Santana Silva, 45, tentam melhorar a alimentação. Ao lado do colega Elias de Oliveira, ele fez uma refeição balanceada no almoço de ontem, com arroz, feijão, carne e muitas verduras. Gláucio, que tem 1,67 m de altura e pesa 76 quilos, tenta chegar ao peso ideal. Entretanto, afirma que não consegue tempo para fazer exercícios físicos. "Jogo futebol apenas nos domingos de manhã. Durante a semana, é impossível, pois trabalho das 7h30 às 17h30 e faço curso de informática à noite. Mas gostaria de fazer uma atividade física diária", contou o trabalhador, que é funcionário da indústria de alimentos. Ele acrescentou que evita tomar refrigerantes. De fato, os viciados em refrigerantes precisam tomar cuidado, até mesmo com as linhas dietética e light.
Os refrigerantes inibem o organismo de absorver nutrientes essenciais, como ferro e cálcio. A longo prazo, o trabalhador fica mais vulnerável a desenvolver anemia e doenças relacionadas ao enfraquecimento dos ossos. Apesar de concordar que o excesso de peso pode causar doenças, o diretor executivo do Sindicato das Indústrias de Calçados de Minas Gerais (Sindicalçados-MG), Hélio de Paiva, acredita que os "gordinhos" não têm desempenho inferior do que outros funcionários do setor. "A maior parte dos trabalhos tem auxílio de uma máquina", explicou. Um restaurante com variedade de alimentos e com acompanhamento nutricional ajuda a melhorar a alimentação, segundo o gerente de saúde do Sesi-MG. "É o nosso papel despertar na consciência do trabalhador a importância da reeducação alimentar. Quem se alimenta melhor tem mais saúde e isso reflete diretamente em uma redução dos afastamentos e aumento da produtividade na empresa", disse Toledo.
Alimentação
Dicas. Para se alimentar melhor, o trabalhador deve evitar frituras, queijo amarelo e carne com gordura. Comer a salada antes da refeição reduz a sensação de fome e ajuda a diminuir a quantidade de comida.
Falta de exercício e cigarro preocupam
O diagnóstico do Sesi mostra que a preguiça e o desinteresse dos trabalhadores da indústria em praticar exercícios físicos é preocupante. Nada menos que 19,1% dos entrevistados em Minas não praticam atividades físicas em quantidade suficiente. Quando a situação envolve quem não pratica qualquer tipo de exercício, o índice é ainda pior: 55,1%. Outro fator que deixa a saúde dos trabalhadores mineiros na berlinda é o cigarro. Quase 15% dos trabalhadores confessaram ser fumantes, índice também maior do que o nacional. "A ocorrência de doenças crônicas determinada pelo estilo de vida. Hábitos saudáveis reduzem a probabilidade de ocorrência de doenças", afirmou o gerente de saúde do Sesi-MG, Márcio Toledo. (AN)
27-3-2009 Folha de São Paulo
Senado - Terceirizados são demitidos por nepotismo
Sete funcionários de empresas terceirizadas foram demitidos ontem a pedido do Senado por terem parentesco com servidores da Casa. A contratação foi considerada uma burla à decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que proibiu o nepotismo nos três Poderes.
Entre os parentes está Janaína Muniz Pedrosa, filha do diretor da gráfica do Senado, Júlio Pedrosa. Ela foi contratada pela Servegel e estava lotada no arquivo da gráfica, órgão subordinado ao pai dela. O contrato com a Servegel custou ao Senado mais de R$ 5 milhões e é considerado como "cinco estrelas" porque os salários são de cerca de R$ 5.000.
O Senado poupou dois funcionários. Alraune da Paz teve o cargo preservado porque alegou ter conhecido o marido quando já era funcionária da Servegel. Ela é subordinada ao marido, Francisco Maurício, que é diretor do arquivo. A filha da diretora de comissões do Senado, Cleide Cruz, também não será demitida da Steno.
O Senado entendeu que a empresa atua fora das dependência do Senado, fazendo trabalho de transcrição dos discursos.
A Casa tem 3.500 servidores terceirizados.
27-3-2009 Hoje em Dia
Crise põe bem-estar na corda bamba
William Monteiro - Especial para o HOJE EM DIA
Instabilidade na economia e obstáculos ao crescimento. Este é o diagnóstico detectado pela pesquisa Índice de Qualidade do Desenvolvimento (IQD), o mais novo indicador da realidade brasileira, elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). A pesquisa, lançada ontem, mostra que a crise econômica ainda não afetou de maneira contundente a renda e o bem-estar da população, principal ponto positivo, mas, por outro lado, constata o baque sentido na produção, principalmente dos exportadores. Mas os avanços sociais dos últimos anos estão na corda bamba.
A média do IQD, referente ao mês de janeiro, foi de 225,4 (numa escala de 0 a 500), o que, além de indicar qualidade instável do desenvolvimento antevê uma piora na economia nacional, se o quadro atual de retração persistir até depois do mês de maio.
O indicador é retirado das três vertentes que compõem a pesquisa. O “Índice de Qualidade do Crescimento”, cujas variáveis são a produção setorial, massa salarial,confiança dos empresários e meio ambiente (que foi de 222,8); o “Índice de Qualidade da Inserção Externa”, referente às exportações, investimento estrangeiro e reservas internacionais(182,4); e Índice de Qualidade do Bem-Estar, que baseia-se na taxa de pobreza, mobilidade social, desigualdade de renda, desemprego e ocupação (287,0). Cada um desses índices varia de 500 (ótimo para o desenvolvimento) a zero (péssimo). A média entre os três determina o IQD geral.
Segundo Ricardo Amorim, economista e pesquisador do Ipea, a instabilidade extraída dos 225,4 pontos do IQD mostra que “não há uma direção clara para a economia”. Para ele, o resultado pequeno do índice referente às exportações (182,4 pontos), vítima primeira da crise internacional, “puxa o resultado final para baixo, enquanto que a qualidade do crescimento (222,8 pontos) sinaliza que a classe econômica está se ressentindo da restrição do crédito em função da crise internacional.
O resultado para o bem-estar (287 pontos), que puxa a pesquisa para cima, prova que a renda do trabalhador ainda não sofreu grandes sustos e que as vendas continuam razoavelmente aquecidas”, explica. O levantamento IQD é inédito e foi elaborado com base em outros sistemas de pesquisa, como a de Mercado e Emprego (PME) do IBGE e o balanço de pagamentos do Banco Central.
“É uma metodologia novíssima, que testamos no ano passado e estamos lançando agora. Interessante é que, conforme nossas sondagens, chegamos a índices de IQD até 2003”, explica Amorim. As projeções para o futuro do país, contudo, de acordo o Ipea, se não são sombrias, também não mostram um céu de brigadeiro. O Instituto vê problemas para o desenvolvimento com qualidade no país se os índices não melhorarem até maio. “Poderemos ter um índice de desenvolvimento considerado ruim em maio, deixando escapar importantes vitórias conquistadas nos últimos anos”, diz o especialista.
Se o lado social está em parâmetros aceitáveis, e o mercado externo representa a baixa da pesquisa, o crescimento econômico (índice pouco abaixo da média na pesquisa IQD) é o verdadeiro termômetro das classes produtivas. E, a julgar pelo movimento neste final de março, a instabilidade vai prosseguir.
O cabeleireiro Jeferson Rodrigues, sócio de um estabelecimento no bairro São Cristóvão, próximo ao Centro da cidade, é um exemplo do refluxo da economia.
Especializado em corte afro, Jeferson costuma atender, “em épocas normais”, a um número perto de 12 clientes por dia. “Nos finais de ano, a gente morre de trabalhar, mas, hoje, não estou passando de oito atendimentos por dia”, informa. Uma perda de aproximadamente 30%, substancial para Jeferson, que cobra uma média de R$ 25 por trabalho.
No aglomerado do Sumaré, região Norte de BH, o líder comunitário Joanes Miranda das Mercedes, o “Joá”, é o mentor de uma cooperativa informal que agrega cerca de dez fabriquetas de calçados, bolsas e roupas. Os cooperados vendem a produção em feiras livres.
Somente de calçados, revela Joá, são 150 pares por semana. Mas, em virtude da retração econômica, este número caiu para 100. Ele, assim como o cabeleireiro Jeferson, espera que as coisas melhorem a partir de abril, com a aproximação do Dia das Mães. “Só a mãe para olhar por nós”, brinca.
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