...
NOTÍCIAS ANTERIORES
PUBLICAÇÕES: NOTÍCIAS DE HOJE - 05.05.2009
Eleições AAFIT/MG Quinta-feira, 7 de maio, é dia de votar
Interior perde mais empregos
5-5-2009 AAFIT/MG
Eleições AAFIT/MG Quinta-feira, 7 de maio, é dia de votar
Os associados da AAFIT/MG residentes em Belo Horizonte, Betim e Contagem têm um compromisso inadiável na próxima quinta-feira, 7 de maio: comparecer à sede da Associação para exerceu seu direito de voto na eleição para renovação da Diretoria e Conselhos Fiscal e Consultivo da entidade. Apenas a chapa “Revitalização”, cuja candidata a presidente é Maria do Socorro Brandão, se inscreveu para a disputa.
A eleição acontece na sede da Associação Av. Amazonas, 311 6º andar Centro BH de 8 às 18 horas. A apuração será feita logo depois do encerramento da votação.
A Comissão Eleitoral está recebendo os votos dos AFTs do interior que votam por correspondência. Os votos e a ficha de votação foram enviados para a residência dos associados que devolvem pelo correio o envelope selado contendo as cédulas e a ficha de votação. Os votos devem chegar à sede da AAFIT/MG até às 18 horas do dia 7 de maio.
Também estão sendo coletados dos eleitores residentes na Região Metropolitana de BH, desde ontem (segunda-feira) até amanhã (quarta-feira), votos antecipados de quem não poderá comparecer no dia 7. Para votar antecipadamente os associados devem entrar em contato com a Associação e agendar previamente para que pelo menos um membro da Comissão Eleitoral compareça. O horário pode ser agendado pelo telefone 31 3201-9437, pessoalmente ou por e.mail: secretaria@aaitmg.org.br.
Participe deste momento democrático da entidade. Compareça!
5-5-2009 o Tempo
Interior perde mais empregos
Estudo. Segundo Ipea, cidades de áreas não metropolitanas de Minas Gerais perderam 5,3% das vagas. Estado tem o segundo pior desempenho, atrás do Amazonas
Ana Paula Pedrosa
O interior de Minas Gerais está entre as regiões mais afetadas pela crise. Segundo estudo do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), de outubro de 2008 a março de 2009, as cidades do interior do Estado fecharam 118,4 mil postos de trabalho, o equivalente a 5,3% das vagas totais.
O desempenho só fica atrás do Estado do Amazonas, que perdeu 31 mil postos ou 6% de suas vagas no mesmo período. O interior de São Paulo perdeu 207 mil vagas, mas, em termos relativos, ficou em terceiro lugar, com queda de 5,1% no nível de emprego.
"Em números absolutos, o interior de São Paulo e o de Minas Gerais perderam mais, mas, relativamente, esses 31 mil postos representam muito para o Amazonas", explica o diretor de Estudos Sociais do Ipea, Jorge Abrahão.
Na região metropolitana de Belo Horizonte, foram fechados 2,4% dos postos de trabalho desde o início da crise. O estudo foi baseado em dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, e na Relação Anual de Informações Sociais (Rais).
Jorge Abrahão explica que a maior parte dos postos fechados estava concentrada no agronegócio e em atividades ligadas à exportação, como mineração e siderurgia. "Não é à toa que Minas Gerais sofre muito", diz. Todos os setores mais afetados têm participação importante na atividade econômica do Estado.
"Quando a economia estava bem, Minas Gerais estava na frente de todo mundo, mas, quando cai, é normal que o Estado sofra mais", afirma o presidente do Conselho de Relações Trabalhistas da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), Osmani Teixeira de Abreu.
Ele ressalta que a maior parte das indústrias ligadas aos setores afetados está no interior, como as de ferro gusa, em Sete Lagoas, as fundições de Divinópolis e Itaúna e as siderúrgicas.
Por outro lado, o setor que teve a maior reação até agora, o automobilístico, está instalado na região metropolitana de Belo Horizonte. Em Betim, tanto a Fiat quanto suas fornecedoras já voltaram a contratar, graças à retomada das vendas depois da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).
Jorge Abrahão diz que se houver reação do mercado externo, Minas Gerais deve ter uma retomada rápida da atividade econômica. Mas se a retomada da economia for puxada pelo mercado interno, como vem acontecendo até agora, o Estado pode demorar um pouco mais para retomar sua produção e, consequentemente, o nível de emprego.
Em queda - Siderurgia é mais afetada
As duas principais atividades industriais de Minas Gerais, mineração e siderurgia, estão entre as mais afetadas pela crise, mas em situação distinta em relação ao emprego. Enquanto as siderúrgicas enfrentam o pior período da história e já demitiram a Usiminas iniciou um plano de demissão voluntária (PDV) ontem , na mineração, não houve dispensas em massa.
O presidente da Associação dos Municípios Mineradores de Minas Gerais (Amig), Antônio Eduardo Martins, explica que a economia das cidades foi muito afetada pela crise porque as minas estão paradas ou com atividades reduzidas.
A maior parte dos trabalhadores foi colocada em férias coletivas ou teve o contrato de trabalho suspenso temporariamente, com redução de salário.
Com isso, as empresas que prestavam serviço às mineradoras e os funcionários terceirizados é que sofreram mais. Os comerciantes das cidades também foram afetados, já que a renda dos trabalhadores caiu. (APP)
|
|
|